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Pessoal

A equipa da Área da Manutenção do Sistema Agrometeorológico para a Gestão da Rega no Alentejo (SAGRA) é composta: Objectivos

A Área da Manutenção do Sistema Agrometeorológico para a Gestão da Rega no Alentejo tem como objectivos:

Desenvolver um Serviço de Avisos de Rega;

  • Gerir informação climática, de forma a apoiar a decisão em diversos serviços ao agricultor (gestão da rega, desenvolvimento vegetativo, ocorrência de geadas, tratamentos fitossanitários, etc.) e projectos de experimentação;

  • Manter a Rede de Estações Agrometeorológicas;

  • Criar bases de dados para o Serviço de Avisos de Rega;

  • Gestão de bases de dados climáticos;

  • Gestão de bases de dados das culturas.

  • Determinar o consumo em água das culturas para as regiões do Alentejo e Algarve;

  • Aplicar modelos de gestão da rega que permitam a elaboração de calendários de rega.

Pretende assim, como objectivo principal, contribuir para um aumento da eficiência e da uniformidade da rega, de modo a reduzir os consumos de água na agricultura, ou a disponibilizar o mesmo volume de água para uma área de rega superior, e assim, contribuir para a melhoria das condições ambientais.

Trabalho Realizado

O sistema SAGRA é composto actualmente por 12 estações agrometeorológicas automáticas (EMA's), localizadas nas principais zonas de regadio do Alentejo ( http://www.cotr.pt/sagra.asp ).

Apesar de ser referido que o sistema é automático, a única coisa que tem de automático é a recolha e transmissão de informação. Toda a informação proveniente das estações tem que ser validada diariamente e só após essa análise passa a estar disponível para os utilizadores.

Processamento de Dados

O concentrador regional (sedeado no COTR) está programado para ligar às estações da rede SAGRA por uma ordem sequencial, no qual ficam armazenados, na sua forma original, 3 tipos de relatórios: diários, horários e de precipitação (regista apenas o instante da ocorrência e quantifica-o). Destes dados, os diários são imediatamente disponibilizados em bruto no sítio do COTR ( http://www.cotr.pt/sagra.asp ).

Estes relatórios diários, assim como os horários, são simultaneamente validados diariamente e armazenados em bases de dados distintas. Posteriormente são tratados de forma a serem disponibilizados com uma periodicidade semanal. Estes dados, após validados, possibilitam a utilização por parte de qualquer utilizador e com qualquer finalidade.

Internamente estes dados são tratados com a finalidade de validação de informação e da elaboração de estudos climatológicos. Deste tipo de trabalhos de rotina que terão que ser efectuados na verificação dos dados e equipamento, destacam-se assim alguns:

  • Verificação de falhas de registos e de comunicações, podendo ser originadas por avarias ou por dificuldade de comunicações;

  • Qualidade dos dados por análise sinóptica do dia e por comparação com dados de estações próximas;

  • Verificação dos níveis da tina evaporimétrica classe A instaladas em 3 EMA's: Beja, Évora e Moura;

  • Verificação dos valores da bateria (que serve de alimentação à estação), abaixo de 10 V desliga o GSM e impede a comunicação;

  • Cálculo e análise da radiação extraterrestre referente a cada estação. Para cada estação é analisada a radiação medida pelo sensor de radiação solar e em função da metodologia referida por Allen et al . (1998) , comparada com o valor máximo admissível para a região. Esta metodologia permite verificar se as medições do sensor estão a sofrer desvios significativos à parametrização esperada e, desta forma, verificar a qualidade dos dados obtidos;

  • Estudo climatológico do vento (direcção e intensidade) referente a cada estação. Para cada uma das estações tem sido desenvolvido o estudo sobre o comportamento do vento em relação à direcção predominante e velocidade média;

  • Comparação de alguns dos parâmetros com estações próximas de outras entidades, que poderão ter condições meteorológicas semelhantes, de modo a verificar se existem diferenças significativas entre estações. Diferenças essas que possam, por um lado, indicar problemas de monitorização por parte de um sensor específico, ou, por outro lado, permitir relacionar informação na ausência de dados;

  • Nas EMA's de Odemira, Serpa e Évora está instalado um sensor de medição da radiação solar global e outro de medição da radiação líquida. Desta forma, está a ser analisado o cálculo da ETo com base em cada uma das radiações medidas, e assim, com a correlação entre esses valores, verificar as vantagens de utilização de um sensor ou de outro;

  • Na estação do Outeiro está colocado um udómetro portátil no parque meteorológico, que permite uma comparação com as medições efectuadas pela estação.

A Evapotranspiração de Referência (ETo) é calculada semanalmente recorrendo para o seu cálculo a um software específico o AWSET (Cranfield University, 1999) que utiliza dados climáticos obtidos pelas estações e armazenados na base de dados do concentrador regional. O método de cálculo utilizado é o de Penman-Monteith de acordo com a metodologia da FAO.

Com base na metodologia da FAO ( Allen et al ., 1998 ) é posteriormente determinada a evapotranspiração (ETc) para as principais culturas na zona de influência de cada uma das estações, recorrendo para o efeito, aos coeficientes culturais (Kc) recomendados pela FAO, e que vêm sendo alvo de validação de acordo com o trabalho desenvolvido na área de Experimentação e Demonstração.

Este procedimento é executado com a ajuda das Associações de Regantes (e outras Associações de Agricultores) que indicam, no início de cada campanha, quais as culturas mais significativas, em termos de área e rendimento, para a zona e o período em que ocorre, anualmente, a grande maioria das sementeiras.

Desta forma, para cada cultura seleccionam-se duas a três datas de sementeira e executam-se os cálculos sobre essa informação. Esta informação é então divulgada no sítio do COTR ( http://www.cotr.pt/sagra.asp ), onde inclusive os diversos organismos (Associações de Regantes, por exemplo) poderão aceder e copiar um documento tipo para afixar em locais de acesso público ( http://www.cotr.pt/relatorio.asp?ID=1001 ).

Com a metodologia descrita e os procedimentos executados, conclui-se neste campo o Serviço de Avisos de Rega (SAR) disponibilizado pelo COTR.

Para a região do Algarve foi possível desenvolver toda esta metodologia, porque existe uma rede de estações agrometeorológicas geridas pela Direcção Regional de Agricultura do Algarve ( http://www.draalg.min-agricultura.pt/ ), com informação e procedimentos uniformizados com a rede SAGRA que permitiu criar o serviço SAGRALG - Sistema Agrometeorológico para a Gestão da Rega no Algarve ( http://www.cotr.pt/sagralg/ ).

Este serviço desenvolve o mesmo tipo de actividades e disponibiliza o mesmo tipo de informação que foi descrita para o serviço SAGRA.

Gestão da Rega

Paralelamente às actividades descritas anteriormente, os dados existentes nas bases de dados climáticas, de culturas e de solos são usados como dados de entrada em modelos de gestão da rega.

Perante esta situação, faz parte da actividade da área do SAGRA o acompanhamento da gestão da rega de campos de agricultores e nos pólos experimentais onde o COTR desenvolve experimentação.

Para além do que foi referido e como actividade na gestão da rega existe o apoio prestado aos Serviços de Apoio Técnico ao Regante (SATR) existentes nas várias zonas do Sul de Portugal. Assim, o apoio directo aos técnicos que prestam esse serviço, engloba a disponibilização de informação climática e utilização dos modelos de gestão da rega.

Modelos de Gestão da Rega

Os modelos de gestão da rega permitem, com base na experiência dos Pólos de Experimentação e Demonstração do COTR, e nas bases de dados referidas anteriormente obtidas para o Alentejo e Algarve, o uso eficiente da água, ou seja, produzir o mesmo minimizando o consumo do recurso água.

Por esse motivo, os Serviços de Avisos de Rega Personalizados (SAR_Per) fazem parte de uma actividade, englobada nas actividades dos SATR, essencial para o desenvolvimento de uma agricultura sustentada e competitiva.

Com estes modelos procura-se, não só aumentar a eficiência no uso da água, mas também definir a melhor oportunidade de aplicação, com base no conhecimento das necessidades de rega das culturas e das características hidráulicas do sistema de rega.

No seguimento deste princípio, o SAGRA tem disponibilizado informação, conforme referido anteriormente, e tem desenvolvido ou apoiado o desenvolvimento de modelos de gestão da rega que permitem a colocação em prática das metodologias descritas. Assim, Começaram estão em funcionamento três modelos de gestão da rega:

Disponibilização de Informação

A informação climática tratada e armazenada na base de dados é disponibilizada de duas formas:

  • Informação agroclimática de carácter geral, que pode ser utilizada para qualquer fim de uso agrícola;

  • Informação dirigida, sobre as necessidades hídricas reais das culturas mais representativas dos locais abrangidos pela caracterização climática de cada estação agrometeorológica. As culturas consideradas são: Beterraba de Primavera e de Outono, Tomate, Milho, Girassol, Melão, Algodão, Aveia, Sorgo, Trigo, Cevada, Citrinos, Prunóideas, Vinha (Uva de Mesa e Vinho) e Olival.

Esta informação pode ser acedida através de:

  • Internet via sitio do COTR ( www.cotr.pt/sagra.asp) , que possibilita a consulta dos dados meteorológicas e dos consumos médios das culturas referentes à última semana, para diferentes datas de sementeira, bem como, os dados mensais desde o início do ano agrícola;

  • Poderá ainda ter acesso, a toda, ou parte da informação armazenada na base de dados desde o início de funcionamento da rede, caso esteja registado e autorizado pelo SAGRA-Net;

  • Jornais regionais ( Diário do Alentejo , Diário do Sul e Linhas de Elvas ), com divulgação dos dados com periodicidade semanal;

  • Herdade dos Lameirões e na ABOVigia, onde é afixado o relatório diário com a informação meteorológica actualizada semanalmente.

  • Associação para a Demonstração e Experimentação da Beterraba (ADEB), é fornecida semanalmente toda a informação meteorológica das diversas EMA's da rede SAGRA.

Esta informação é também divulgada isoladamente (sem periodicidade acordada) para várias entidades ou técnicos, para fins agrícolas.

Manutenção da Rede Agrometeorológica

O SAGRA possui um serviço que assegura a manutenção do sistema agrometeorológico, já que a única coisa que o sistema tem de automático é a recolha e a transmissão de informação.

Como todo o sistema é composto por uma variada gama de componentes, desde estruturas de protecção, sensores electrónicos, sistemas de comunicações e de alimentação, com diferentes níveis de especificidade e de cuidados a ter, a intervenção é feita com uma periodicidade curta e a diversos níveis.

  • Manutenção Primária - tipo de manutenção essencialmente virada para aspectos exteriores ao sistema, realizada pelas Associações de Regantes e outros (periodicidade semanal);

  • Manutenção Técnica - tipo de manutenção essencialmente executado pelo técnico do COTR , que inclui limpeza, desmontagem parcial e verificação de funcionamento de estruturas e sensores (periodicidade mensal);

  • Manutenção Preventiva - tipo de manutenção essencialmente executado por técnico especializado externo ao COTR, composto por desmontagem, verificação e calibração de sensores (periodicidade anual) .
 
 

 


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