I Congresso de Rega e Drenagem

5, 6 e 7 Dezembro 2005


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

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  APRESENTAÇÃO
 

 

Torna-se imperioso melhorar o uso e gestão da água de rega, tendo como objectivo aumentar a disponibilidade de água para mais regadios, aumentar a produtividade da água e diminuir o impacte ambiental negativo associado à rega.

Esta estratégia não tem sido considerada, ou tendo-o, em termos teóricos, não o é em termos práticos, na exploração da generalidade dos regadios do País, o que levou, nos últimos anos, ao “desaparecimento” da generalidade dos serviços de apoio técnico que podessem ter permitido ajudar os agricultores a interiorizarem e a aplicarem os conceitos de gestão optimizada da água como factor de produção, e à estagnação, ou mesmo ao enfraquecimento da estrutura técnica dos organismos de apoio e avaliação em Portugal, com a consequente diminuição das exigências ao nível do projecto, os quais, a maioria das vezes, se limitam a simples cartas de intenção com orçamento para o equipamento, já que não há qualquer estrutura que se dedique à análise e aprovação técnica dos projectos antes da sua execução.

Mesmo a área de investigação e experimentação no domínio da rega e da drenagem têm estado, em grande medida, desligadas do sector produtivo. Esta situação, motivada por inúmeras causas, tem levado a que os principais problemas práticos sejam “esquecidos” nos projectos de investigação, cavando-se, por este e outros motivos, um fosso cada vez maior entre os diferentes sectores.

A drenagem – especialidade de extrema importância num País como Portugal, tem vindo a ser sucessivamente esquecida, e, quando abordada, é o feita de um modo muito superficial.

Os problemas relacionados com a salinidade e qualidade da água de rega, são essencialmente considerados ao nível macro. Com a entrada em vigor de várias Medidas de carácter ambiental, o aumento da rega, o seu uso deficiente, pode ter consequências graves no que à agricultura em particular e ao ambiente em geral dizem respeito

A rega, hoje em dia, cada vez mais mecanizada, leva à adopção de equipamentos cada vez mais desenvolvidos tecnologicamente. Este desenvolvimento não tem sido, regra geral, acompanhado de igual desenvolvimento ao nível da gestão, manutenção e conservação dos equipamentos.

A rega é hoje utilizada, não só como veículo de satisfação das necessidades em água das culturas, como tambem como veículo para outras aplicações, como a aplicação de agro-químicos por exemplo. Esta multifuncionalidade da rega e dos sistemas de rega pode ter, quando não gerida de uma forma racional, implicações mais ou menos graves ao nível ambiental.

Em Portugal não tem, salvo algumas iniciativas sectoriais, sido hábito discutir o tipo de problemas apresentados. Tendo consciência disso, a Comissão Organizadora, considerou ser oportuno organizar o presente Congresso, que tem, como principal objectivo, reunir utilizadores da rega e discutir problemas, soluções, e apresentar ideias que, de algum modo, possam contribuir para a melhoria de um sector estratégico como é a agricultura de regadio.

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